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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Opção pela felicidade

Christiane Torloni interpreta Júlia Ferraz, mulher disposta a viver plenamente em "A Loba de Ray-Ban"

Faça a sua escolha e seja feliz. Essa é a essência do espetáculo A Loba de ray-ban, que tem Christiane TorlNegritooni como protagonista e será apresentada neste fim de semana no Grande Teatro do Palácio das Artes. Esta é a última cidade por que passa a peça, premiada nacionalmente. Antes de dar continuidade à turnê bem-sucedida, o elenco faz pausa para descansar da intensidade emocional da trama. “A hipocrisia social nos coloca no ano 10; não parece que estamos no século 21. Vivemos num planeta cheio de contradições. Com a peça, estamos dizendo para as pessoas optarem pela felicidade e pararem de infernizar a vida dos outros”, diz a atriz.

Christiane conta que se sentiu realizada com prêmio em categoria de júri popular. Para ela, a votação massiva de público heterogêneo expressa a forte identificação das pessoas com as ideias defendidas pelo texto. “Fiquei muito comovida. Esta é uma montagem corajosa porque Júlia, minha personagem, está disposta a viver plenamente. Sempre defendi que a vida não é para os covardes, para os que não têm coragem de sair do lugar de estabilidade para ir em busca de algo que desperte paixões”.

Com direção de José Possi Neto, parceiro de Christiane Torloni em vários outros trabalhos, e contracenando com Leonardo Franco e Maria Maya, a atriz interpreta uma mulher em crise existencial. Júlia Ferrza também é atriz e se envolve num escândalo quando é tornado público triângulo amoroso entre ela, o ex-marido e sua amante – todos integrantes de uma companhia teatral. Essa montagem é uma versão feminina de O lobo de ray-ban – sucesso do dramaturgo Renato Borghi, encenado em 1987. A nova empreitada, que, assim como a peça original, conta com Possi Neto na direção, sela “casamento cênico” celebrado por Christiane pelos mais de 20 anos de parceria.

Ela também se alegra pela oportunidade de viver os dilemas de Júlia Ferraz. “Ela é uma mulher deslumbrante, que tem a ousadia de não desistir, de superar obstáculos. Assisti à montagem na versão masculina nos anos de 1980, com Dinah Sfat e Raul Cortez, e é impressionante poder retornar a ele anos depois, agora que já sou uma loba”, brinca a atriz, para quem a maturidade significa não lutar contra a existência.

Christiane conta que pelo menos 60 mil pessoas já assistiram à A loba de ray-ban no país. O dado, ela observa, é surpreendente. “O teatro está jurado de morte há 2 mil anos e vemos como essa avaliação é equivocada. Toda a potencialidade desse século potencializa e alimenta uma mídia da antiguidade, porque o teatro é uma das primeiras formas de divulgar ideias.”

Fonte: Divirta-se Notícias



SERVIÇO
•Ingressos:
Plateia I
- Inteira: R$ 60,00 / Meia: R$ 30,00
Plateia II - Inteira: R$ 50,00 / Meia: R$ 25,00
Balcão - Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00
OBS.: Pagam meia entrada estudantes, idosos (validados de acordo com a lei)
•Data e horário:
04 de dezembro - sábado: 21h
05 de dezembro - domingo: 20h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
14 anos
•Informações:
Telefone: (31) 3236-7400


PONTOS DE VENDA
•Bilheteria do Teatro
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro - Belo Horizonte/MG
Funcionamento: Segunda à Sábado: 10h as 21h / Domingos e Feriados: 14h as 20h
Telefone: (31) 3236-7400

TEATRO PALÁCIO DAS ARTES

Avenida Afonso Pena 1.537, Centro - Belo Horizonte/MG
Telefone: (31) 3236-7400

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A Loba de Ray-Ban em Belo Horizonte

A loba de Ray-Ban, com Christiane Torloni e Maria Maia estreia em Belo Horizonte

Nesse final de semana Christiane Torloni estreia aqui em Belo Horizonte "A Loba de Ray-Ban".
Na peça, ela vive Júlia Ferraz, a consagrada atriz que é dona de uma companhia de teatro e que, numa só noite, sofre com a partida do ator que foi seu marido por dez anos e da atriz que namorava nos últimos tempos.
"A loba de Ray-Ban" é uma bela história de teatro. Mas a melhor história de teatro que ela carrega é contada nos seus bastidores e envolve seu autor, Renato Borghi, seu diretor, José Possi Neto, seu ator e produtor, Leonardo Franco, e, claro, sua atriz e produtora, Christiane Torloni. E revela como, numa experiência provavelmente inédita no teatro brasileiro, esses quatro artistas reuniram-se para retomar um texto que haviam montado mais de 20 anos atrás e mostrá-lo de forma completamente diferente.
A história que envolve "A loba de Ray-Ban" começou em 1986, quando Borghi escreveu... "O lobo de Ray-Ban". A peça narrava a longa noite de loucura vivida por Paulo Prado, um ator consagrado, dono de uma companhia teatral, que, após ser abandonado, de uma só vez, pelos dois grandes amores de sua vida, tem um ataque de nervos no meio de uma representação de "Ricardo III", de Shakespeare. A partir daí, ele comanda uma prestação de contas afetivas e sexuais com a ex-mulher, a atriz Júlia Ferraz, e o namorado, o jovem ator Fernando Porto. Borghi estava inseguro.
- Antes, eu tinha escrito "A estrela Dalva", que foi muito mal aceita pela crítica - conta ele. - Cheguei a duvidar se eu era mesmo um autor. Resolvi, então, ler o texto para uma grande amiga.
A amiga era Dina Sfat, que, após a leitura, deu um conselho inusitado a Borghi: "Troca. E se o personagem principal, em vez de um ator, fosse uma atriz? Porque o teatro brasileiro é um matriarcado: Cacilda, Maria, Fernanda..."
Borghi acatou a ideia, e, em oito meses, transformou "O lobo..." em "A loba...". Paulo virou Júlia, Júlia virou Paulo e Fernando virou Fernanda. Mas essas não foram as principais modificações.
- Não se passa, automaticamente, de um universo masculino para um feminino. Eu sinto que é outra peça - analisa Renato Borghi.
"Ricardo III" transformou-se em "Medeia". O teste para a escolha de um novo integrante da companhia deixou de ser com o texto de "Eduardo II" e passou-se a usar "As criadas". Uma rápida cena de "Esperando Godot" (uma homenagem a Cacilda) foi mantida. Mas, principalmente, as difíceis relações que movem um explosivo triângulo amoroso teatral passaram a ser mostradas sob um ponto de vista feminino.
Quando a peça ficou pronta, Dina já estava muito doente (a atriz morreu em 1989) e não pôde montá-la. Borghi, então, voltou a mostrar "O lobo..." para atores. A peça acabou caindo nas mãos de Raul Cortez, que a montou com direção de José Possi Neto e Christiane Torloni como a ex-mulher.
- Foi um divisor de águas ma minha carreira - analisa agora Christiane. - Eu e Raul tínhamos tesão em cena. Havia uma tensão sexual no palco. Era muito quente. Foi um encontro de almas.
A peça estreou em São Paulo no finzinho de 1987, ganhou todos os prêmios daquele ano (para autor, diretor e ator) e ficou quatro anos em cartaz.
Leonardo Franco entrou tarde no projeto. Quem estreou como Fernando, o jovem ator que quebra a harmonia entre Paulo e Júlia, foi Renato Modesto. Na temporada carioca, ele foi vivido por Tadeu Aguiar. Leonardo chegou quando a peça excursionou pelo Nordeste (e Christiane também foi substituída por Patrícia Pillar).

Leonardo Franco ficou pouco mais de um ano na peça. Foi pouco tempo, mas, graças a ele, a saga do Lobo/Loba continua viva.
- Estava em início de carreira e descobrindo o teatro que dá certo - conta ele. - Quando a temporada acabou, fiquei frustrado de não poder continuar o trabalho. Sentia que a minha história com a peça não tinha se completado.

Fonte: Cia TiaDora


SERVIÇO

•Ingressos:
Plateia I - Inteira: R$ 60,00 / Meia: R$ 30,00
Plateia II - Inteira: R$ 50,00 / Meia: R$ 25,00
Balcão - Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00
OBS.: Pagam meia entrada estudantes, idosos (validados de acordo com a lei)
•Data e horário:
04 de dezembro - sábado: 21h
05 de dezembro - domingo: 20h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
14 anos
•Informações:
Telefone: (31) 3236-7400


PONTOS DE VENDA
•Bilheteria do Teatro
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro - Belo Horizonte/MG
Funcionamento: Segunda à Sábado: 10h as 21h / Domingos e Feriados: 14h as 20h
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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Christiane Torloni na pele de loba

Atriz apresenta "A Loba de Ray-Ban" no próximo fim de semana em Belo Horizonte

Nos anos 80, Dina Sfat (1938-1989) encomendou um texto a Renato Borghi. A atriz adoeceu e Borghi reescreveu a peça para ser protagonizada por um homem. Christiane Torloni participou da montagem, que estreou em 1987 tendo Raul Cortez (1932- 2006) como protagonista. Mais de duas décadas depois, Torloni topou remontar o texto original, agora intitulado "A Loba de Ray-Ban", que ela apresenta dias 4 (sábado, às 21h) e 5 (domingo, às 20h), no Palácio das Artes, com ingressos a partir de R$ 40 (inteira).
A estrutura da peça é a mesma da primeira versão, mas o triângulo amoroso que surge nos bastidores do teatro passa a ser entre um homem e duas mulheres. O novo triângulo amoroso forma-se quando Julia Ferraz (Torloni) apaixona-se por uma jovem atriz (Maria Maya). Julia é casada com o personagem de Leonardo Franco (papel que foi de Torloni em 1987).
Para Torloni, a homossexualidade, um dos temas presentes na "Loba" - juntamente com traição, ciúme e paixão -, provoca mais resistência do que dos anos 80. Principalmente a masculina. "Infelizmente, o mundo encaretou muito nos últimos 23 anos. O advento da aids foi um acidente de percurso do ponto de vista da evolução. O preconceito aumentou. Houve um retrocesso moral do tamanho do bonde. Mas vejo que há uma certa condescendência histórica da sociedade em relação à homossexualidade feminina. Basta você olhar os canais adultos. Normalmente o que se vê é um triângulo entre duas mulheres e um homem. É mais palatável. O homem se excita ao ver duas mulheres. Ele só que não quer que seja a mulher dele. Mas dois homens você só vê nos canais masculinos. Na primeira versão, em que o triângulo eram dois homens e uma mulher, as pessoas se levantavam e saiam do teatro".
A atriz delimita outras diferenças entre as duas montagens. "Mudaram várias coisas. Uma delas é que na primeira versão eu fazia o papel da esposa, e agora sou a própria Loba. Mas a grande mudança é a questão do gênero. Os homens têm uma maneira de lidar com sua própria perda, abandono, traição. O homem ri de si próprio. A mulher é hemorrágica. Não é que sofra menos, mas sofre diferente", compara a atriz.
Em entrevistas, Torloni revelou ter escutado a voz de Cortez durante os ensaios. "As pessoas entenderam essa declaração como se fosse uma coisa espírita (risos). Mas não é isso. É que a presença do Raul é muito forte. Tem uma foto dele em cena e é a ele que nós dedicamos esse espetáculo. Tem um poeta que diz: as pessoas não morrem, ficam encantadas".


"NÃO TOMEM RIVOTRIL"
Christiane Torloni faz um pedido especial ao público: "Não tomem rivotril para ir ao espetáculo. A ideia é que o público se emocione, chore, ria, reaja. As pessoas estão tomando rivotril como se fosse floral. Tem gente tomando rivotril como relaxante muscular. Juro por Deus! Acho que é algo para ser usado por quem tem uma crise depressiva verdadeira".
E completa: "O que seria da vida se não fossem as tensões? Hoje em dia ninguém se permite ficar triste. Ou se está alegre demais. Ou triste demais. É tudo bipolar. Quando você toma bola, você se encampa para a vida. É como se você pusesse uma camisinha em você. É preciso deixar a vida entrar. Nós somos permeáveis à vida. Os grandes autores, compositores e escritores não teriam produzido se tomassem bola em grande quantidade. Como você pode ser criativo se está anestesiado?"

ESPIRITUALIDADE
Christiane Torloni esteve presente este ano nos cinemas em "Chico Xavier", filme baseado na biografia do médium mineiro. "Assisti ‘Chico Xavier’ duas vezes. Fiquei emocionada ao ver 600 pessoas rezando juntas o Pai-Nosso. Nunca tinha visto isso numa sala de cinema. Isso gera um bem enorme, num tempo em que as pessoas estão tão brutais umas como as outras. Esse filme tem o mérito de distribuir o bem, o amor, acalmar e consolar. As pessoas têm a tendência de achar que aquela dor só elas estão sentindo. É bom quando você sabe que não é o único que perdeu e sofreu. A humanidade é toda feita de pessoas que perderam e sofreram".

Fonte: Jornal Pampulha

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Loba de Ray-Ban em Belo Horizonte

Christiane Torloni faz curta temporada de ‘A Loba de Ray-Ban’ no Palácio das Artes
Chega a BH a versão feminina do grande sucesso de Renato Borghi, originalmente encenado em 1987, O Lobo de Ray-Ban, que trazia Raul Cortez e a própria Torloni no elenco, além do ator Leonardo Franco na temporada carioca. As duas montagens têm direção de José Possi Neto. O elenco conta ainda com Maria Maya. Dias 04 e 05 de dezembro.

Em uma noite, um espetáculo de teatro é interrompido pela atriz principal, que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público. Escândalo. Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido e sua atual amante, ambos atores da sua Companhia Teatral. Um espetáculo que proporciona uma brilhante discussão sobre moral e relacionamento amoroso, no qual o público participa do cotidiano dos camarins e coxias de um teatro. E a plateia vai testemunhar um desafio de interpretação, vividos por Christiane Torloni como Julia Ferraz, a atriz-empresária, e por Leonardo Franco e Maria Maya, o ex-marido e a amante. “A Loba de Ray-Ban” fica em cartaz no Palácio das Artes, dias 04 e 05 de dezembro, sábado, às 21h e domingo, às 20h.

Este espetáculo encerra a programação do projeto Teatro em Movimento da Rubim Projetos e Produções, que visa incluir Belo Horizonte e cidades do interior no roteiro dos grandes espetáculos em cartaz no eixo Rio-São Paulo. “A Loba de Ray-Ban” conta com o apoio institucional do Instituto Unimed-BH e apoio cultural da Porto Seguro.

A montagem narra a história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade. Os personagens envolvidos são atores, fazem do teatro sua profissão e seu sacerdócio. São seres apaixonados e apaixonantes, são capazes de assumir a persona de verdadeiros monstros sagrados e resvalar o mais baixo do melodrama humano. São objeto de curiosidade de todo tipo de voyerismo, portanto irresistíveis.

Nesta versão, passados 22 anos, os papéis se invertem. Christiane Torloni passa a fazer o papel que era de Raul Cortez. Leonardo Franco o que era de Christiane e o papel do jovem ator, representado por Leonardo, agora será feito pela jovem atriz Maria Maya.

Diretor José Possi Neto
Para o diretor José Possi Neto, a semelhança das duas montagens é o texto de Renato Borghi, apaixonado, contundente, ousado e desafiador. “As diferenças são todas. Eu não sou o mesmo Possi de 22 anos atrás, Christiane e Leonardo também não o são, crescemos e amadurecemos como artistas e como seres humanos. Versamos sobre o mesmo tema, A paixão, na vida e na profissão. Expomos cruamente um triângulo amoroso, mas a emoção que permeia este trabalho tem outro tônus comparado àquele que se instaurou na encenação de 87. Lidamos agora com outro triângulo de atores, portanto outra química se estabelece. Resultado previsto? Novas emoções, nova estética”, afirma o diretor.

Autor Renato Borghi
Renato Borghi conta que escreveu as duas versões na mesma época. Dina Sfat, que acompanhava algumas leituras durante a construção da versão masculina, lhe pediu para escrever uma versão feminina para ela. Borghi então resolveu transformar o Lobo em Loba. Entretanto, ao iniciar o trabalho, se viu diante de um grande desafio, pois não se tratava apenas de criar uma versão feminina e sim de reescrever todo o texto, já que o conflito passou a ser embasado por sentimentos completamente diferentes, uma vez que A Loba de Ray-Ban traz como protagonista uma mulher, ao invés de um homem. Além disto, se fez necessária uma pesquisa detalhada dentre alguns dos principais textos da dramaturgia mundial, pois para construir a sua LOBA, Renato teve que substituir referências e cenas de outras peças que utilizava no LOBO e que são fundamentais para fortalecer o conflito de seus personagens. Por exemplo; no Lobo, o espetáculo que a companhia representa é Ricardo III de W. Shakespeare. Na Loba é Medeia de Eurípedes. Em uma das principais cenas (a do teste), Renato utilizou, em o LOBO, “Eduardo II” de Shakespeare, e na LOBA, “As Criadas” de Jean Genet. “Quando o texto ficou pronto, oito meses depois, Dina estava muito doente e não tinha condições de encená-lo. Resolvi mostrar o texto ao Raul que o agarrou imediatamente - como um lobo”, completa Renato.

Ator e produtor Leonardo Franco
A primeira montagem foi um divisor de águas para o ator Leonardo Franco que viu sua vida profissional transformada após atuar ao lado de Raul Cortez. “Contracenar com Raul me deu coragem, me fez ter atitude e comprometimento com a arte de representar. Naquele momento soube que direcionaria minha vida profissional para a solidez e consistência, buscando sempre fazer as escolhas certas, mesmo que com isto o caminho ficasse mais longo”. Leonardo está atingindo seus objetivos - é o idealizador do Centro Cultural Solar de Botafogo, reduto de importantes montagens teatrais no Rio de Janeiro.

Atriz e produtora Christiane Torloni
Parceiros de palco na primeira e segunda encenação, Leonardo e Christiane são os produtores dessa montagem e consideram esse texto uma jóia da dramaturgia nacional. “O teatro é o personagem principal deste espetáculo. Ele nos permite a loucura, por isso nos salva. Os personagens são certos, errados, bonzinhos, bandidos... São lobos, lobas”, afirma Torloni. Sobre fazer as duas versões da peça ela diz que acontece uma coisa interessante que é como se acompanhasse a alma dos personagens por esses 22 anos de distância entre as duas montagens e percebe que a alma não tem sexo e que a sexualidade é um código.

Atriz Maria Maya
Maria Maya que entrou no elenco por meio de teste diz estar nessa peça por superposição mágica: “Eu cheguei através de um teste e quando fui escolhida ainda não havia a novela (Caminho das Índias). Foi uma casualidade de filha, na novela, virar amante de Christiane no espetáculo. A peça é como um drama, mas os personagens não são sofredores... É um drama contemporâneo”, opina.

Perguntados com qual sensação gostariam que o espectador saia do teatro, os três atores foram unânimes: “Com tesão!”.


SERVIÇO
•Ingressos:
Plateia I
- Inteira: R$ 60,00 / Meia: R$ 30,00
Plateia II - Inteira: R$ 50,00 / Meia: R$ 25,00
Balcão - Inteira: R$ 40,00 / Meia: R$ 20,00
OBS.: Pagam meia entrada estudantes, idosos (validados de acordo com a lei)
•Data e horário:
04 de dezembro - sábado: 21h
05 de dezembro - domingo: 20h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
14 anos
•Informações:
Telefone: (31) 3236-7400


PONTOS DE VENDA
•Bilheteria do Teatro
Avenida Afonso Pena 1.537, Centro - Belo Horizonte/MG
Funcionamento: Segunda à Sábado: 10h as 21h / Domingos e Feriados: 14h as 20h
Telefone: (31) 3236-7400

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Telefone: (31) 3236-7400




Fonte: Romã Mídia Livre e PNQ

domingo, 21 de novembro de 2010

A Loba de Ray-Ban em Palmas

Christiane Torloni participa de coletiva de impressa em Palmas.


Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, 19, a atriz e produtora da peça, Christiane Torloni que se apresenta em Palmas pela primeira vez com a peça "A Loba de Ray-Ban" falou sobre o espetáculo e a carreira.

O espetáculo "A Loba de Ray-Ban" que estreia neste sábado, 20, em Palmas, vai proporcionar ao espectador palmense assistir não apenas uma super produção, que apresenta em cena uma das atrizes mais consagradas do país, Christiane Torloni acompanhada pelos atores Leonardo Franco, Maria Maya e Renato Dobal, mas também o prazer de espiar ao vivo os bastidores do teatro, descobrir o que acontece por trás da cortina e ver quem realmente são os atores em cena.



Em entrevista coletiva na tarde de hoje a atriz e produtora da peça, Christiane Torloni falou ao Site Roberta Tum sobre a dedicação ao teatro e a profissão e afirmou que o teatro exige uma vida atlética para ter manter o ritmo nos palcos.

“O teatro exige uma vida de atleta, você tem que treinar seu corpo, mente espírito, para você dar conta dessa olimpíada. Para esse espetáculo foram três de preparação, sendo que os dois primeiros anos foram preparatórios para este terceiro que é a realização do projeto e viajar e circular e essa é a penúltima viagem da temporada”.

A atriz que participou em 1986 da peça “O Lobo de Ray-Ban”, escrita por Renato Borghi comentou a experiência ter participado do espetáculo há 22 anos e de agora interpretar a “loba”, papel originalmente interpretado pelo ator Raul Cortez.

“É uma relação mágica. O fato de ter feito o Lobo foi um divisor de águas na minha vida. Interpretei a peça ainda com o Raul Cortez, que era além de ser um grande ator um grande parceiro. Me perguntam como é mudar de papel e hoje não vejo como mudar de papel ele amadureceu. A peça não tem personagens em escala estão todos no mesmo nível, são todos muito bons. Do lobo a loba é um premio pra mim”.



Com um cenário assinado por Jean-Pierre Tortil, “A Loba de Ray-Ban” apresenta a atriz-empresária Júlia Feraz, que interrompe o espetáculo e vive uma verdadeira crise existencial. Diante do público é revelado um triângulo amoroso vivido entre ela, o ex-marido, interpretado por Leonardo Franco e sua atual amante, interpretada por Maria Maya, ambos atores da sua Companhia Teatral.

Sobre o que esperar em cena a atriz afirmou que a peça fala sobre humanidades. “As máscaras sociais caem em cena, a peça fala de humanidade e os atores em cena não interpretam, mas vivem sua sexualidade e questiona principalmente a lealdade. Essa história é autobiográfica e falar sobre triângulo amoroso ainda é um tabu. O mundo hoje está muito careta”.

Christiane Torloni que recebeu na última quarta-feira, 18, o 4º Premio Contigo, na categoria melhor atriz pelo júri popular e ainda está no ar atualmente na novela Tititi mostra que está no auge de sua carreira. “A peça rompe as barreiras da realidade e da dramaturgia e o que o público assiste é um verdadeiro Big Brother Teatral”, adiantou.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

No Teatro da Ufes, Christiane Torloni é a 'Loba de Ray-Ban'

Apresentado pela EDP, o espetáculo conta a história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade


Direto de Ti-Ti-Ti para o palco do Teatro da Ufes, Christiane Torloni encena o espetáculo "A Loba de Ray-Ban". Versão feminina do sucesso de Renato Borghi, encenado em 1987, "O Lobo de Ray-Ban", que tinha Raul Cortez no elenco, a peça ainda conta com Leonardo Franco e Maria Maya no elenco.

Apresentado pela EDP, o espetáculo conta a história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade. Os personagens envolvidos são atores que, numa noite de espetáculo, se deparam com uma crise existencial da atriz principal da peça. Ela revela diante do público o caso do trio.

Com a direção de José Possi Neto, mesmo diretor da primeira montagem, Christiane Torloni passa a fazer o papel que era de Raul Cortez, como Julia Ferraz, a atriz-empresária. Leonardo Franco interpreta o ex-marido, personagem que era de Christiane, e Maria Maya faz o papel do jovem ator, representado por Leonardo inicialmente.

"A Loba de Ray-Ban" será apresentada neste sábado (06), às 21h, e domingo (07), às 19h, no Teatro da Ufes, em Goiabeiras, Vitória. O espetáculo faz parte do projeto Grandes Espetáculos em Cena.

SERVIÇO
•Ingressos:
Inteira: R$ 70,00
Meia: R$ 35,00
OBS.: Pagam meia entrada estudantes, idosos, doadores de sangue, jornalistas e assinantes "A Gazeta"
•Data e horário:
06 de novembro - sábado: 21h
07 de novembro - domingo: 19h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
16 anos
•Informações:
Telefone: (27)3323-0476

PONTOS DE VENDA
•Bilheteria do Teatro
Av. Fernando Ferrari, 514 - Ufes/Campus Universitário
Goiabeiras, Vitória - ES
Telefone: (27) 3335 2953
•Clube do Ingresso
Telefone: (27)3323-0476
•Ingresso.com
http://www.ingresso.com.br/br/teatro/porpeca.asp?T_IDCIDADE=00000011&Busca=1&IdEspetaculoBusca=00018895&IdCidadeCompra=00000011

TEATRO UNIVERSITÁRIO da UFES
Av. Fernando Ferrari, 514 - Ufes/Campus Universitário
Goiabeiras, Vitória - ES
Telefone: (27) 3335 2953

Fonte: A GAZETA

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Loba de Ray-Ban em Vitória

Na pele da Loba

Ao se remontar a peça "O Lobo de Ray-Ban", apresentada há 20 anos com Raul Cortez (1932-2006) no papel principal, a atriz Christiane Torloni não teve dúvidas: ela teria que ser diferente, ousada, provocadora. A solução? O lobo do título virar uma fêmea. Com as mesmas indagações e dilemas sentimentais do original. Mas em pele de mulher.

Assim, na história, o personagem original Paulo Prado se transformou na atriz e produtora teatral Júlia Ferraz. "Eu não sei se posso considerar audácia de nossa parte. Acho que isso partiu do próprio texto do Renato Borghi. Ele tinha que ser revisitado, mas, ao mesmo tempo, nos estimulava a fazer algo diferente", detalha a estrela, que comanda "A Loba de Ray-Ban", agendada para duas apresentações, neste sábado, às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro Universitário. Atualmente, na televisão, Christiane está no elenco da novela global "Ti Ti Ti".

Em "A Loba de Ray-Ban", a protagonista Júlia enfrenta uma crise existencial, ao mesmo tempo, em que tenta driblar os contratempos de um triângulo amoroso, durante os bastidores de uma peça teatral. Ela se apaixona por uma jovem atriz (interpretada por Maria Maya). Detalhe: Júlia é casada com o personagem de Leonardo Franco.

"Por incrível que pareça, o mundo ficou muito careta. A peça não tem como questão a homossexualidade. O grande assunto aqui é o relacionamento amoroso, o papel da traição, da paixão, do ciúme. Nela se discute a honestidade das relações, seja de quaisquer gêneros", informa. Ela observa que o provável alvoroço com duas mulheres em cenas de amor prova que ainda há muito o que evoluir em matéria de aceitação. "E olhe que estamos no século XXI", alfineta.


Raul Cortez
Na trama, Júlia observa que seu mundo está ruindo. Isso se reflete também no campo sentimental. Aliás, não se pode dizer que os objetos de sua paixão (seu marido e namorada) estejam tranquilos. Os dois não são propriamente tábuas de salvação para ela. "Todos são atores, e isso é colocado também de maneira apaixonada como eles encaram o teatro. O teatro é uma grande ode ao ser humano. Humaniza os mitos. Nesse espaço, não há ninguém para ser louvado nesse altar", compara.
A peça é dedicada à memória de Raul Cortez, chamado de "O Eterno Lobo". Christiane pensa que não poderia ser de outra forma. "Desde que começamos a temporada no Rio de Janeiro, em novembro do ano passado, eu sinto cada vez mais a presença dele por perto, em cada apresentação", informa.

Inversão de papéis
Essa ligação é forte por causa da montagem de 1987. Nela, a atriz vivia a esposa de Raul. Agora, passados 23 anos, personagens e gêneros se invertem. "Nos ensaios, ao se ler o texto, eu não me esquecia da voz dele ao interpretar o personagem que hoje é meu. E, cada vez que desenvolvia a Júlia, eu não deixava de ouvi-lo, falando por mim. Enfim, é mais um motivo para a gente afirmar que a peça é dele", exalta.
Interpretar na primeira versão a personagem mais jovem e, agora, a protagonista mais velha também é motivo de orgulho. "Quero envelhecer e virar loba. É bem mais instigante. Tem gente que envelhece e vira ovelha. Isso não é para mim", brinca.

'A Loba' tem na atriz o seu grande trunfo
Em Curitiba, durante o Festival de Teatro, em março deste ano, as sessões de "A Loba" foram concorridas no gigantesco Teatro Positivo. A acústica do local é que não ajudou. Mesmo munidos de microfones, as vozes dos atores, em certos momentos, não soavam claras. Tal contratempo não deve acontecer em Vitória. O texto de Borghi, vez ou outra, esbarra em comentários duramente machistas. Isso ganha uma incômoda amplitude, principalmente sabendo que há um amor entre duas mulheres em cena. Mas a exuberância de Christiane Torloni, totalmente entregue de corpo e alma à sua personagem Júlia, é um dos pontos fortes dessa montagem.


SERVIÇO
•Ingressos:
Inteira: R$ 70,00
Meia: R$ 35,00
OBS.: Pagam meia entrada estudantes, idosos, doadores de sangue, jornalistas e assinantes "A Gazeta"
•Data e horário:
06 de novembro - sábado: 21h
07 de novembro - domingo: 19h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
16 anos
•Informações:
Telefone: (27)3323-0476


PONTOS DE VENDA
•Bilheteria do Teatro
Av. Fernando Ferrari, 514 - Ufes/Campus Universitário
Goiabeiras, Vitória - ES
Telefone: (27) 3335 2953
•Ingresso.com
http://www.ingresso.com.br/br/teatro/porpeca.asp?T_IDCIDADE=00000011&Busca=1&IdEspetaculoBusca=00018895&IdCidadeCompra=00000011

TEATRO UNIVERSITÁRIO da UFES
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Goiabeiras, Vitória - ES
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sábado, 23 de outubro de 2010

A Loba chega em São José dos Campos

Famoso espetáculo teatral ‘A Loba de Ray-Ban’ tem sessões hoje, amanhã e domingo, no Municipal


A montagem “A Loba de Ray-Ban”, versão da peça escrita por Renato Borghi em 1987, chega aos palcos joseenses, com apresentações hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro Municipal.

Com direção de José Possi Neto, o espetáculo traz no elenco Christiane Torloni e Leonardo Franco, que atuaram na encenação dos anos 80, além da jovem atriz Maria Maya.

Desta vez, Torloni interpreta o papel que era de Raul Cortez; Leonardo Franco o que era de Christiane e o jovem ator da trama, antes representado por Leonardo, agora será feito por Maria Maya.

TRAMA: A versão feminina do texto de Renato Borghi apresenta um triângulo amoroso com situações convencionais e também de bissexualidade entre atores de uma mesma companhia teatral.

Numa noite, um espetáculo de teatro é interrompido pela atriz principal, que assume o clímax de sua crise existencial e afetiva diante do público -- um verdadeiro escândalo.
Revela-se o triângulo amoroso vivido por ela, envolvendo o ex-marido e sua atual amante, ambos atores da companhia comandada por ela.

O público assiste o enredo que apresenta uma madura discussão sobre a moral dos relacionamentos amorosos. Em alguns momentos, a plateia também de sê como parte do cotidiano dos camarins e coxias de um teatro.
O espetáculo tem duração de 100 minutos e é recomendado para maiores de 14 anos.

FEMININA: O autor da peça, Renato Borghi, escreveu as duas versões na mesma época. A atriz Dina Sfat, que acompanhava algumas leituras durante a construção da versão masculina, lhe pediu para escrever a versão feminina para ela. Borghi então resolveu transformar o Lobo em Loba.

Entretanto, ao iniciar o trabalho, se viu diante de um grande desafio, pois não se tratava apenas de criar uma versão feminina e sim de reescrever todo o texto, já que o conflito passou a ser embasado por sentimentos completamente diferentes, uma vez que a Loba de Ray-Ban traz como protagonista uma mulher, ao invés de um homem.
Nos anos 80, a produção foi um grande sucesso - um dos espetáculos mais aplaudidos da temporada paulista.

DIVA: Aos 53 anos, Christiane Torloni é uma das atrizes de maior sucesso da TV brasileira. Começou a trabalhar ainda adolescente na extinta TV Tupi e há 35 anos marca presença nas novelas da Rede Globo.

Com uma postura elegante e um jeito sofisticado, Christiane quase sempre é vista na pele de personagens de muita classe. No ar como Rebeca, de “Ti-Ti-Ti”, a atriz uma mulher forte no currículo. A atual personagem saiu da trama “Plumas e Paetês”, dos anos 80 -- papel que foi de Eva Wilma. Politizada, seu projeto “Amazônia Para Sempre” foi premiado no ano passado.

Fonte: O VALE

AINDA EM TEMPO
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SERVIÇO
•Ingressos:
Inteira: 60 reais / Meia-entrada: 30 reais
•Data e horário:
22 de outubro - sexta: 21h
23 de outubro - sábado: 21h
24 de outubro - domingo: 19h
•Duração:
100 minutos
•Classificação:
14 anos
•Informações:
Telefone: (12)3936-1118 / (12)3913-4001

PONTOS DE VENDA
•Doceria Marinella
Avenida 9 de julho, 141 - Vila Adyana - São José dos Campos
Telefones: (12)3913-4000 / (12)3922-8080
•Supermercado Villarreal - Vila Ema
Avenida Heitor Villa Lobos, 934 - Vila Ema - São José dos Campos
•Café no Bule Restaurante (Shopping Centro São José) - 3º andar
Rua Dr. Rubião Júnior, 84 - Centro - São José dos Campos
Telefone: (12)3922-4541
•M Officer - Shopping Vale Sul
Avenida Andrômeda, 227 - Jardim Satélite - São José dos Campos
Telefones: (12)3204-3968 / (12)3204-3939

TEATRO MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Rua Doutor Rubião, 84 - Centro - São José dos Campos
Shopping Centro - 3º Piso
Telefones: (12)3936-1118 / (12)3913-4001

sábado, 16 de outubro de 2010

A Loba de Ray-Ban possui uma aura que a destaca

Christiane Toloni estrela "A Loba de Ray-Ban"


A peça teatral A Loba de Ray-Ban - que será apresentada sábado (16), no Teatro Rio Vermelho, às 21 horas - é uma daquelas obras artísticas que amealharam, ao longo de sua história, uma aura que a destaca.

Escrita há duas décadas e meia pelo dramaturgo Renato Borghi, a peça havia interessado de tal maneira a atriz Dina Sfat, um dos nomes mais importantes do teatro brasileiro no século 20, que o autor decidiu atender o pedido dela de escrever uma versão feminina do personagem principal, um ator em crise existencial, para que pudesse vivê-la nos palcos.

Já doente, Dina, que morreria de câncer pouco tempo depois (em 1989), não pôde assumir o papel. A primeira versão do texto, então, foi oferecida a Raul Cortez, no papel do protagonista, que a montou no final de 1987. O Lobo de Ray-Ban foi um sucesso tão grande de público e crítica que permaneceu em cartaz por quatro anos, sempre com casa lotada. Agora, 23 anos depois, Christiane Torloni, que interpretou outro papel nessa montagem original, é quem está à frente do elenco, composto ainda por Leonardo Franco e Maria Maya.

O texto de agora foi readaptado do roteiro feito a pedido de Dina Sfat, com algumas atualizações. Mas guarda diferenças em relação à montagem com Raul Cortez. "É outra peça", conceitua Borghi. Dirigida novamente por José Possi Neto, contundo, A Loba de Ray-Ban vem repetindo o sucesso da primeira montagem.

Essencialmente, a peça versa sobre um triângulo amoroso. Os personagens envolvidos são atores de uma mesma companhia teatral. Em uma noite, um espetáculo é interrompido pela atriz principal, Júlia Ferraz (Christiane Torloni), que assume perante o público sua crise existencial e afetiva. Na frente da plateia ela revela o triângulo amoroso vivido por ela, o ex-marido (Leonardo Franco) e a atual amante dela (Maria Maya), ambos também atores da companhia dirigida por Júlia, em uma reação diante da iminência do fim dessas relações.

Inversões
Nesta versão, os papéis se invertem. Christiane Torloni assume o papel que era de Raul Cortez (morto em 2006), enquanto Leonardo Franco fica com o que era dela. O papel do jovem ator, representado em uma das temporadas na primeira montagem por Leonardo, agora é interpretado por Maria Maya. "A estrutura da peça é a mesma. Ela continua discutindo as relações humanas. Sua essência se mantém", define Christiane Torloni.

A peça protagonizada por Raul Cortez narrava a longa noite de loucura vivida por Paulo Prado, ator e dono de uma companhia teatral, que, após ser abandonado pelos dois grandes amores de sua vida, tem um ataque de nervos no meio de uma representação de Ricardo III, de Shakespeare. Diante do público, ele inicia uma espécie de prestação de contas afetivas e sexuais com a ex-mulher, a atriz Júlia Ferraz, e o namorado, o ator Fernando Porto. O enredo se mantém praticamente o mesmo na nova versão.

Com a inversão de gêneros no texto da adaptação feminina, Júlia tornou-se a persona de Paulo, e este assume a psique dela, e Fernando agora é Fernanda. Ao invés de Ricardo III, a peça interrompida da nova montagem é Medeia. Somente uma rápida cena de Esperando Godot permanece na nova versão, como uma homenagem de Borghi à atriz Cacilda Becker.

Sem fugir da polêmica
Em sua nova versão, A Loba de Ray-Ban não se abstém de abordar tabus que marcaram a peça na primeira versão, há 20 anos. Antes da estreia de 1987, o elenco e a produção chegaram a temer que a montagem não fosse bem aceita, por abordar temas como traição e homossexualidade. Nada que o talento ímpar de Raul Cortez não tenha resolvido, no entanto. O sucesso foi grande entre crítica e público, e a peça ganhou os principais prêmios nas categorias de autor, diretor e ator.

Na primeira versão, além de Raul Cortez e Christiane Torloni, o elenco era composto por Renato Modesto. Leonardo Franco entrou depois no projeto. Mais tarde Christiane também foi substituída, por Patrícia Pillar.

Durante o Festival de Teatro de Curitiba deste ano, onde a peça foi apresentada à imprensa, a reportagem do POPULAR conversou com o elenco da nova montagem. "Eu já estava com idade para fazer o papel principal (risos) e resolvi investir novamente nesta montagem, que foi o divisor de águas da minha carreira", contou Christiane.

Para Leonardo Franco, a experiência de estar na primeira versão foi fundamental para trazê-lo para esta segunda empreitada do projeto. "A convivência com Raul foi essencial para todas as minhas decisões na carreira", relembrou. Com a ideia inicial de montar O Lobo, como ele próprio no papel principal, foi pesquisar e acabou encontrado a versão do texto escrita para Dina Sfat. "Foi importante para o Renato decidir fazer a montagem de novo."

Escolhida para viver a jovem atriz bissexual, que decide deixar o romance com a diretora da companhia, Maria Maya, por sua vez, conta que encarou o convite como um desafio, já que seria seu primeiro papel de maior peso dramático. "Percebo na minha geração uma superficialidade que está presente na Fernanda. Ela abdica, por exemplo, de certas questões morais por uma pseudoliberdade. É um texto que está me ajudando a amadurecer como atriz e como pessoa. Como ele, busco respostas também para a Maria Maya", disse.

SERVIÇO
Peça: A Loba de Ray-Ban
Data: Sábado (16), às 21 horas
Local: Teatro Rio Vermelho (Centro de Convenções, Rua 4, Centro)
Ingressos: R$ 60 (inteira). Meia entrada para estudantes, idosos, para assinantes do POPULAR e clientes Porto Seguro, ambos com acompanhante.
Vendas: Zastras Brinquedos (Av. T-4, quase esq. c/ T-10, Setor Bueno) e bilheteria do teatro
Classificação indicativa: 14 anos
Informações: (62)3582-0009 / (62)3219-3400


Fonte: O Popular (GoiasNet.com)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O Elenco de "A Loba de Ray-Ban" chega a cidade de Porto Alegre..

Christiane Torloni, a Loba sem Matilha.


O lobo é o maior representante selvagem da família canidae; é um sobrevivente da Era Glacial, de cerca de 300 mil anos atrás, e sua imagem é muitas vezes ligada à ideia de perigo e solidão. O espetáculo A loba de Ray-Ban, dirigido José Possi Neto, traz os atores Christiane Torloni, Leonardo Franco e Maria Maya ao Teatro Bourbon Country (Túlio de Rose, 80) na versão feminina de O lobo de Ray-Ban, originalmente encenado em 1987 e que trazia Raul Cortez no lugar do lobo e a própria Christiane e Franco no palco. A apresentação acontece no sábado, às 21h, e domingo, às 19h. Os ingressos estão esgotados.




A peça, que entre as duas montagens já teve mais de 25 mil espectadores, gira em torno de um triângulo amoroso entre os três personagens. Na obra, o teatro também se transforma em personagem importante à trama, já que a história é contada por Julia (interpretada por Christiane Torloni), uma atriz que interrompe a apresentação teatral e assume o clímax de sua crise existencial, envolvendo seu ex-marido, vivido por Leonardo Franco, e a amante, Maria Maya, frente à toda a plateia. Os três são da mesma companhia teatral e, através de flashbacks, a história vai sendo contada aos espectadores.

O processo de construção da personagem de Torloni foi duro, segundo conta a atriz. “Como um bom lobo, ele só vai se dar bem com outros lobos. Apesar de ser uma criatura solitária, o lobo também anda acompanhado. O que acontece na peça é que existe um processo de exclusão: quem é lobo vai ficar e quem não é vai ter que ir embora”. Sobre a diferença do masculino para o feminino, ela diz: “As mulheres têm uma maneira hemorrágica de vivenciarem as emoções. Por mais que a peça essencialmente seja a mesma, no momento em que temos uma loba uivando ela vai uivar muito diferente do homem”.

Renato Borghi assina as versões masculina e feminina da peça. Dina Sfat, que acompanhava as leituras do espetáculo, em 1987, pediu para que Borghi escrevesse uma opção em que a personagem principal fosse uma loba. Oito meses depois, quando a escrita ficou pronta para ganhar vida nos palcos, Dina estava doente e não pôde encenar a loba. Dada a situação, o diretor mostrou o texto a Raul Cortez, que “o agarrou imediatamente - como um lobo”, conta José Possi Neto.

As mudanças que tiveram que ser realizadas nos dois textos são diversas. Para passar de um lobo, como era na primeira montagem, para uma loba, desta produção, foi necessário mais do que “trocar o ‘o’ pelo ‘a’”, conta Christiane. Na primeira montagem, Raul usava como referência cênica a peça Ricardo III, de Shakespeare; na montagem da loba é utilizada Medeia, de Eurípides. Possi utilizou, em o lobo, Eduardo II, também de Shakespeare, e, na loba, a referência do diretor pairou sobre a obra As criadas, de Jean Genet.

Christiane conta que Cortez também sofreu para a imersão no personagem:
“Eu vi o processo de criação do Raul e vi como foi duro para ele. É muito difícil ser abandonado todas as noites. É um processo de construção não só da solidão, mas de se relacionar com sentimentos ligados à autoestima, e como você se liberta, sobrevive e se reafirma”.
E sobre ele, a atriz diz que, apesar de não estar fisicamente presente em cena, ele está o tempo todo ali:
“O Guimarães Rosa fala que, quando uma pessoa morre, ela não desaparece: ela fica encantada. Este espetáculo é uma grande homenagem. Quando as pessoas estão entrando no teatro, elas começam a ouvir vozes da Bibi Ferreira, do Paulo Autran, do Raul, da Cacilda Becker. O espetáculo se passa em um teatro depois de um espetáculo. Todos os ‘fantasmas’ do teatro estão ali”.


Ela ainda adverte sobre a intensidade do espetáculo:
“Não é diet. É um espetáculo para quem gosta de emoções fortes. Fala do abandono, dos encontros, do amor, mas tudo é dito sem poupar ninguém, porque a intenção não é esta. Não poupa os atores, nem o espectador”, resume.

Fonte : UOL

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Elenco chega cidade de Curitiba.

A Loba de Ray-Ban se apresenta no Festival de Cultura.





Christiane Torloni, Maria Maya e Leonardo Franco participaram da coletiva de imprensa da peça "A Loba de Ray-Ban",no Memorial Curitiba, nesta terça-feira(23). O espetáculo integra o Festival de Curitiba 2010.O trio posou para fotos na entrada do local e após concedeu entrevista aos jornalistas presentes.




Christiane Torloni e Maria Maya



Maria Maya


Coletiva de Imprensa da Peça



Christiane Torloni.



Christiane Torloni e Maria Maya



Leornardo Franco




Christiane Torloni E Leonardo Franco

Fonte: Quem, O Fuxico, Ego, Caras e Twitter Roberto Moreno.

Christiane Torloni é retratada por José Possi Neto.

Na véspera do dia Internacional da mulher, cinco diretores em cataz nos palcos de São Paulo falam sobre suas Atrizes.




Christiane Torloni (anos 53)...Por José Possi Neto

É só lembrar de Giullieta Masina e lá vem à cabeça a imagem de Fellini. Basta falar em Scarlett Johansson para surgir Woody Allen. E quem consegue ver Penélope Cruz sem pensar em um filme de Almodóvar? Às vezes, é como se um nome puxasse imediatamente o outro e fosse quase impossível dissociar um diretor de sua musa.

Por aqui, as coisas não são diferentes e muitos são os encenadores que estabeleceram uma longa e intensa parceria artística e afetiva com suas intérpretes.

Foi assim no passado, quando o casal Tonia Carrero e Adolfo Celi fundou uma das mais importantes companhias de teatro do país. É assim ainda hoje, quando companheiros inseparáveis como a atriz Christiane Torloni e o diretorJosé Possi Neto celebram mais de 22 anos juntos. "Já fizemos oito espetáculos, mas estamos cada vez mais curiosos um pelo outro", conta a atriz. "Ele continua me seduzindo, o coração dispara, a gente chora."

"O palco para Christiane sempre é um espaço sagrado.

Um lugar onde algo acima do cotidiano pode acontecer.

E é aí que nos identificamos completamente. Depois de mais de 20 anos, chegamos a um ponto em que os trabalhos não têm mais uma identidade que seja minha ou dela, mas uma assinatura que é dos dois.

A conheci durante uma festa, nos anos 1980. Dançamos juntos e bateu uma identificação imediata. Algo que não precisava de nenhum esforço, que prescindia de qualquer linguagem. Foi a partir daí que estivemos juntos na peça 'O Lobo de Ray-Ban' e nasceu esse compromisso artístico. Não que a nossa relação seja um mar de rosas. Não é. A gente briga muito, discute, mas existe um pacto entre nós. Toda mulher é, por excelência, um ser desconfiado, mas quando a confiança se dá, ela é de uma entrega absoluta."

Fonte: Revista Folha de São Paulo

Festival de Cultura de Curitiba

A Loba de Ray-Ban estreia em Curitiba, no Festival de Cultura.




Festival de Cultura traz um panorama do Teatro Contemporâneo

Levar ao público uma grande vitrine das artes cênicas brasileiras com qualidade, criatividade e inovação - esta é a proposta da Mostra 2010 do Festival de Curitiba. São 27 espetáculos de várias regiões do país e um estrangeiro que serão apresentados em oito palcos da cidade. Nesta edição, traz 7 espetáculos de estreia nacional, uma peça canadense que estréia no Brasil e outros textos já consagrados nos palcos brasileiros.

A seleção foi feita pela curadoria do Festival, formada por um time de profissionais da área: Lúcia Camargo, Celso Curi e Tânia Brandão.

A Mostra, que aconteceu pela primeira vez no ano de 1992, cumpre a importante função de projetar a diversidade e profundidade das produções teatrais nacionais. Abrange as mais variadas vertentes: clássicos, dramaturgia contemporânea e também abre espaço para novas diretrizes na maneira de encenar e para outras linguagens como música e dança.
Nesse ano, 374 espetáculos de todas as regiões do país farão com que Curitiba, durante os 13 dias de Festival, seja o maior palco das artes cênicas brasileiras.

No gênero drama, existem algumas peças em destaques, entre elas , A Loba de Ray-Ban. A peça é a versão feminina da peça O Lobo de Ray-Ban. A história de um triângulo amoroso que vive situações convencionais e de bissexualidade. A protagonista é Christiane Torloni.


Fonte: Bem Paraná

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Christiane Torloni e Cia : Sucesso

Encontro de elencos celebra êxito nos palcos paulistanos.

Em clima de festa, Christiane Torloni (52) encerrou a triunfal temporada 2009 de A Loba de Ray-Ban no Paris 6, em SP, em jantar com os colegas de cena Maria Maya (28) e Leonardo Franco (44) e seu marido, o diretor de TV Ignácio Coqueiro (52), além de José Possi Neto (63), diretor da montagem. "A peça é uma vitória, com mais de 6000 espectadores", diz Torloni, sobre a montagem, de volta ao Teatro Shopping Frei Caneca dia 14 de janeiro. Agora, a 'loba' tira férias e se prepara para nova versão da novela Ti Ti Ti, na Globo.

Na ocasião, atores de duas imperdíveis comédias, Leopoldo Pacheco (49), Eucir de Souza (39), Romis Ferreira (45) e Elias Andreato (56), de Amigas, Pero no Mucho, e Norival Rizzo (50), de O Homem das Cavernas, brindaram com eles e com o anfitrião, Isaac Azar (38), que apoia atores tão variados quanto talentosos.


Leo Pacheco, Maria, Eucir, Elias, Norival, Romis, Christiane e Leo Franco.



Ignácio e sua Musa


Isaac e o 'equilibrista de copos' Possi.


FONTE: CARAS

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